Planta-tapete – Episcia cupreata

Nome Científico: Episcia cupreata

Sinonímia: Achimenes cupreata, Achimenes splendens, Cyrtodeira cupreata, Cyrtodeira trianae, Episcia splendens, Tapina splendens

Nomes Populares: Planta-tapete, Violeta-vermelha, Asa-da-barata, Epícia, Epíscia

Família: Gesneriaceae

Categoria: Flores, Flores Perenes

Clima: Equatorial, Tropical

Origem: América do Sul, Brasil, Colômbia, Venezuela

Altura: 0.1 a 0.3 metros

Luminosidade: Luz Difusa, Meia Sombra

Ciclo de Vida: Perene

A planta-tapete é uma espécie herbácea, trepadeira e estolonífera, nativa de florestas tropicais da América do Sul e difundidas entre jardineiros e colecionadores de todo o mundo, por seu fácil cultivo, bela folhagem e floração. Ela pertence à mesma família da violeta-africana. Apresenta ramagem prostrada, formando moitas arredondadas e atinge cerca de 15 cm de altura, embora os ramos possam se estender por 50 cm e subir sobre suportes. As folhas são ovaladas, suculentas, recobertas por uma fina penugem, que lhes confere uma textura interessante. Elas podem ser verde-escuras a acobreadas, com nervuras verde-claras, muitas vezes com um belo reflexo metálico, de acordo com a variedade. As flores surgem no verão e são tubulares, de cor vermelha vibrante, com o centro amarelo, na espécie típica. Há numerosos cultivares e híbridos produzidos, principalmente com Episcia reptans. Elas são encantadoras, com folhagens de cores e padrões diversos, além de flores róseas, brancas, amarelas ou liláses. Entre essas podemos citar: ‘Silver Scheen (foto do artigo)’, ‘Manaus’, ‘Chocolate Soldier’, ‘Cameo’, ‘Tropical Topaz’, ‘Pink Panther’, ‘Emerald Queen’, ‘Canton’s DeLest’ e ‘Silver Skies’.

No paisagismo, a planta-tapete tem lugar como forração, principalmente em clima tropical e em local semi-sombreado e protegido dos ventos. Apesar do hábito trepador, tende a ser conduzida mais como uma espécie rasteira ou pendente, pelo pequeno porte. Ela cria um belo tapete de folhagem e textura atrativas, pontuado com suas flores vermelhas. No entanto é mais frequente seu cultivo como planta de interior, em belos vasos de cerâmica, adornando diferentes espaços, desde que seja em local bem iluminado, seja por luz natural ou lâmpadas artificiais. É excelente também em jardineiras, terrários e cestas suspensas, assim como em jardins verticais semi-sombreados, em varandas, páteos, jardins de inverno e sacadas, protegidos dos ventosDeve ser cultivada sob luz difusa ou meia sombra em substrato leve, drenável e com boa capacidade de retenção de umidade, enriquecida com matéria orgânica e irrigada regularmente. Pode-se utilizar misturas feitas com turfa, esfagno, casca de arroz carbonizada, perlita e terra vegetal, para que o susbtrato retenha a umidade sem encharcar. Os substratos prontos próprios para violetas-africanas são ótimos para a planta-tapete também, assim como os fertilizantes. Jamais colocar sob sol direto nas horas mais quentes do dia, o que lhe provoca sérias queimaduras nas folhas. Não tolera o frio invernal, no entanto, por ser uma planta de ambientes internos, pode ser cultivada sem problemas próximos a uma janela bem iluminada ou em estufas tanto em clima subtropical, como em temperado. Aprecia o substrato úmido, deixando secar superficialmente entre as regas. Reduza as regas no inverno. Ao irrigar, deve-se evitar de molhar as folhas. Caso as folhas comecem a apresentar bordas secas e os botões caiam antes de abrir, aumente a umidade ambiental. Multiplica-se por separação dos estolões formados entorno da planta mãe, assim como por divisão das touceiras enraizadas. A mergulhia dos estolões facilita o pegamento das novas mudas.

Fonte Jardineiro