PM de SP diz que agiu com ‘muita cautela’ em ação em Guararema; Doria vai homenagear policiais

O secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Camilo, disse que a corporação agiu com “muita cautela” no confronto entre bandidos e policiais após uma tentativa de assalto a bancos Guararema, região metropolitana de São Paulo. Onze suspeitos foram mortos. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), parabenizou a ação e disse que vai homenagear os agentes.

Segundo o coronel Camilo, a polícia foi para a ação preparada. “A polícia foi preparada para o que podia acontecer. Um enfrentamento. Declarações da comunidade local da quantidade de tiros disparados na cidade ontem à noite. Isso já demonstra a agressividade. E a polícia foi com muita cautela. Não foi de peito aberto”, disse o coronel.

Ele negou que tenha ocorrido mudança de procedimento na ação da Polícia Militar em razão do novo governo estadual. “A ideia não é o confronto. A ideia é proteger o cidadão. Se o confronto acontecer, foi opção da marginalidade”, afirmou.

Doria publicou um vídeo em sua conta no Twitter em que elogia a ação. “Bandidos que usam escopetas, fuzis e metralhadoras não saem para passear. Eles saíram para assaltar e fazer vítimas. Estão de parabéns os policiais que agiram e colocaram no cemitério mais dez [no total são 11 mortos] bandidos.” Doria disse ainda que vai homenagear os policiais no próximo dia 10, no Palácio dos Bandeirantes.

A tentativa de assalto ocorreu por volta das 3h. O setor de inteligência já havia identificado que uma quadrilha poderia agir na região e o policiamento na área foi reforçado, embora a polícia não soubesse em qual cidade a quadrilha iria agir.
Explosões em duas agências bancárias fizeram com que a polícia fosse mobilizada. De acordo com o secretário, quando chegou ao local, a primeira viatura foi recebida a tiros, o que resultou no primeiro confronto.

A quadrilha, informou a secretaria, tinha de 20 a 25 integrantes. Parte deles conseguiu fugir. A ação será investigada com apoio do Ministério Público e segue sob sigilo.

A operação contou com a participação do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e do Comando e Operações Especiais (COE). De acordo com o comandante da Rota, Mario Alves da Silva Filho, os criminosos queriam o enfrentamento. “Eles não tinham intenção de se entregar”.

*Com Agência Brasil

 

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