Fóssil de ave que não voava, de 150 milhões de anos, surpreende cientistas

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Fóssil de ave que não voava, de 150 milhões de anos, surpreende cientistas

Espécie descoberta na China tinha características de aves e dinossauros e amplia o conhecimento sobre a evolução dos primeiros pássaros.

Uma descoberta paleontológica na China está ajudando cientistas a compreender melhor a evolução das aves. Um fóssil de aproximadamente 150 milhões de anos revelou uma espécie que provavelmente vivia no chão e não tinha capacidade de voar.

Batizada de Yuezhuornis yangyuanensis, a espécie viveu durante o Jurássico Superior e foi identificada a partir de um fóssil encontrado na província de Fujian, no sudeste da China. O estudo foi publicado em 14 de outubro de 2026 na revista científica Nature. <Cite refs={[“turn156388search0″,”turn156388search2”]}/>

Uma mistura de características de aves e dinossauros

Os pesquisadores identificaram no esqueleto uma combinação de características associadas às aves primitivas e aos dinossauros. O animal apresentava membros anteriores proporcionalmente curtos, dentes serrilhados e um dedo do pé com uma estrutura semelhante à encontrada em dinossauros predadores.

As proporções dos membros indicam que a espécie tinha um estilo de vida predominantemente terrestre. As análises também apontaram semelhanças com aves atuais que passam boa parte do tempo no chão, como os faisões.

Descoberta muda a compreensão sobre a evolução das aves

A descoberta desafia a ideia de que as primeiras aves evoluíram principalmente para aperfeiçoar o voo. Segundo os pesquisadores, diferentes linhagens podem ter seguido caminhos evolutivos variados, incluindo espécies adaptadas à vida terrestre.

Como os fósseis de aves do período Jurássico são relativamente raros, cada nova descoberta ajuda a preencher lacunas sobre a origem e a diversificação desses animais.

O estudo de Yuezhuornis yangyuanensis reforça que a história evolutiva das aves foi mais complexa do que se imaginava e que nem todas as espécies primitivas dependiam da capacidade de voar.

Fonte: Revista científica Nature e Academia Chinesa de Ciências.

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