Em entrevista, Paulo Dapé relembra trajetória, faz críticas e confirma pré-candidatura a deputado estadual

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Em entrevista, Paulo Dapé relembra trajetória, faz críticas e confirma pré-candidatura a deputado estadual

Durante entrevista concedida na terça-feira (28), à rádio Nova FM 90,3, em Eunápolis, o ex-prefeito de Eunápolis e Itabela e ex-deputado estadual Paulo Dapé respondeu a uma série de perguntas de jornalistas e radialistas sobre sua trajetória, o cenário político atual e seus planos para 2026.
A entrevista abordou diferentes temas a partir de questionamentos feitos pelos apresentadores, incluindo gestão pública, articulação política e os desafios para o desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia.

Trajetória e realizações
Ao ser questionado sobre obras marcantes de sua gestão, especialmente sobre a Avenida Porto Seguro, em Eunápolis, — citada pelos entrevistadores como uma via que “até hoje mantém o mesmo asfalto e a mesma calçada” — Dapé destacou a qualidade da estrutura executada: “o que mais de belo tem aquela avenida é o que está embaixo da terra, uma baita de uma galeria com escoamento das águas e esgotamento sanitário”.
Na mesma resposta, ao ser provocado a citar realizações, afirmou que sua atuação foi ampla: “eu tenho uma história de realizações”. Ele mencionou ainda que, à época, foi produzido um material reunindo essas ações: “gravaram um CD com mais de 500 obras e serviços, que dizia ‘foi Dapé que fez’”.
Entre os exemplos citados, destacou a implantação da Veracel: “eu contribuí para que a Veracel existisse… é para mim a obra mais importante que Eunápolis pôde adquirir”.
Apesar de listar obras, Dapé ressaltou, ao responder à pergunta, que sua prioridade sempre foi social: “a melhor obra que um político pode fazer é cuidar de gente, se preocupar com emprego, com renda”.

Experiência e atuação política
Questionado sobre o papel de um deputado estadual, Dapé afirmou que a experiência é um diferencial: “Eunápolis precisa de um deputado que conhece a Assembleia Legislativa, que conhece os corredores do governo”. E acrescentou: “eu sei qual ministério que eu devo ir, eu sei qual ministro que eu posso falar. Então, Eunápolis precisa de um deputado que possa ser de Eunápolis e região. Um deputado que amanhã não vai ser candidato a prefeito. Graças a Deus, eu tenho dentro de casa a minha esposa que poderá ser candidata a prefeita sim, e espere, a população vai pedir”.
Ele também criticou, ao responder às perguntas, mandatos que considera pouco atuantes frente à sua representatividade quando foi deputado. “Foi Paulo Dapé como deputado que levou o projeto Veracel para os indígenas, para a Fundação Gambá, para a Fundação SOS Mata Atlântica, para o Greenpeace, que chegou e fez uma zoada grande em Eunápolis. Fomos nós quem enfrentamos, à época. E não apenas um deputado que vai entregar ambulância. Não o deputado que vai se eleger e não vai aparecer mais aqui”, disse.

Críticas ao cenário político
Ao ser indagado sobre a atual representatividade política da região, Dapé foi direto: “a população está cansada de vir deputado de tudo quanto é canto, nada faz para a cidade e depois não volta mais”.
Ainda nesse contexto, citou experiências anteriores: “eu pequei nesse sentido, votei em Robinho… não entregou nada”. E reforçou sua avaliação: “a representatividade política aqui dessa cidade é muito ruim”.

Motivos da pré-candidatura
Perguntado sobre o motivo de colocar o nome à disposição, Dapé explicou que a decisão veio após avaliar o cenário político: “depois de analisar o que está acontecendo, eu me coloquei como pré-candidato”.
Ele também mencionou acordos políticos não cumpridos: “esperei que compromissos fossem honrados, mas não foram”.
Sobre sua situação atual, respondeu: “sou pré-candidato… estou me preparando”. E destacou: “a convenção partidária é que vai definir se eu serei candidato ou não”.

Visão para o Extremo Sul
Ao ser questionado sobre desenvolvimento regional, Dapé defendeu integração entre os municípios: “… o extremo sul não é Eunápolis e Porto Seguro. (…) o extremo sul começa em Itapebi e termina em Mucuri e que Teixeira de Freitas e Eunápolis têm que ser ponte e não muros. E que Itamaraju precisa ser uma cidade do meio para ter progresso”.

Avaliação da política nacional
Em resposta a perguntas sobre mudanças na política, Dapé fez críticas ao Partido dos Trabalhadores: “O PT destruiu de corpo e alma a política brasileira. Porque o PT é o partido da enganação, o PT é o partido que só presta para lhe enrolar, lhe enganar e destruir algo que tinha de bom do gestor anterior”.

Apoios políticos e projeções
Ao ser questionado sobre articulações políticas e cenário estadual e nacional, Dapé afirmou: “o Extremo Sul da Bahia precisa dizer ao próximo governador da Bahia, que eu espero que seja ACM Neto, e ao próximo presidente do Brasil… que a gente precisa valorizar o interior”.
Ele defendeu a descentralização administrativa: “chega de o cidadão ter que andar 800 quilômetros para resolver um problema em Salvador”, sugerindo a criação de estruturas regionais do governo no interior.

Avaliação da representatividade
Indagado sobre o atual contexto político de Eunápolis e região, Dapé foi crítico: “é muito triste… a população está cansada de vir deputado de tudo quanto é canto, nada faz para a cidade e depois não volta mais”.
Ele também questionou a atuação de parlamentares: “o papel de um deputado é criar leis, fiscalizar e trazer benefícios, e isso não está acontecendo”. E reforçou: “a representatividade política aqui dessa cidade é muito ruim”.
Ao citar exemplos, destacou nomes que, segundo ele, tiveram atuação relevante: “quando se junta o trabalho de João Almeida e Elmar Nascimento, vai precisar de pelo menos umas quatro eleições para alguém realizar igual”.

Relação com a base política
Perguntado sobre sua relação com a população, Dapé afirmou: “eu tenho uma gratidão muito grande por Eunápolis”. E comentou sobre seu grupo político: “em Eunápolis, ou é dapezista ou ex-dapezista”.
Ele destacou a intenção de retomar o contato direto com a população: “quero voltar a conversar de perto, ir na casa das pessoas, como sempre fiz”.

Postura diante da gestão municipal
Ao ser questionado sobre sua postura em relação à atual gestão municipal, Dapé explicou que optou por não fazer oposição inicial: “foi respeito à população que escolheu o prefeito”.
No entanto, sinalizou mudança de posicionamento: “já que ele não quer trabalhar, a gente começa agora a cobrar”.

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